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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O óleo da alegria

“(...) Porque a alegria do SENHOR é a vossa força.” Neemias 8:10

 Ainda nesse assunto. Esses dias disseram-me: Como você pode não estar chorando?

Jesus prometeu que os crentes fiéis seriam cheios de alegria. Não apenas felicidade terrena, ou prazer mundano, mas alegria sobrenatural e espiritual. Isso porque o contentamento do mundo depende das circunstâncias em que a pessoa se encontra, já o regozijo cristão é completamente independente, pois mesmo em meio a grandes provações e desertos o Espírito Santo é quem atua.

Salmos 90:14: “Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os nossos dias.”

Passei nos últimos tempos por um processo doloroso de separação de alguém que amo demais, mas tenho que testemunhar que a alegria de Deus é efetiva em nossas vidas, ainda que em meio ao sofrimento.

Manuel Bandeira diz em um verso que “ (...) de lá de dentro do fundo da treva do chão da cova/ Eu ouvia a vozinha da Virgem Maria/ Dizer que fazia sol lá fora” É evidente tratar-se de ficção poética, já que a mãe de Jesus dorme no Senhor com os demais santos e a Bíblia é clara em Lucas 16:31 sobre a incomunicabilidade dos mortos em relação aos vivos. Mas adaptando a literatura, ousaria dizer que de lá de dentro do fundo da treva do chão da cova eu ouvia a vozinha da Anna. E não era dizendo que fazia sol lá fora. Uma memória muito mais importante: ela cantava há dez anos, quando passei por situação semelhante, um hino antigo que diz “Esta paz que sinto em minh´alma NÃO é porque tudo me vai be-em...”

 E segue: “Esta paz que eu sinto em minha alma,
É porque eu sigo a Alguém fiel!

Não olho circunstâncias,
Não, não, não, olho o seu amor
Não me guio por vista, alegre estou!

Este gozo que eu sinto em minha alma,
Não é porque olho ao meu redor.
Este gozo que eu sinto em minha alma,
É porque eu louvo ao meu SENHOR.

E ainda que a terra não floresça,
E a vide não dê o seu fruto.
Ainda que os montes se lancem ao mar,
E a terra trema, eu hei de confiar!”

                        Essa é uma promessa bíblica, universal e imutável, da qual podemos tomar posse, se somos verdadeiros servos de Deus: “Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos.” Filipenses 4:4

OBS: Não consegui até hoje descobrir se a música supracitada tem autoria conhecida...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

"Por que perguntas pelo meu nome, visto que é maravilhoso?" Juízes 13:18


“Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura.” Isaías 42:8

Ia para a Igreja num táxi horroroso: vidros escancarados no frio, música ruim no último volume. E quem conhece a tia aqui sabe que sou intolerante com música de má qualidade. Qual não foi minha surpresa, quando, em meio à desafinação e arranjos fraquíssimos, ouço o nome do meu amado Jesus.

Não era louvor, queridos. O nome que é sobre todos os nomes vinha misturado com o de um monte de gente. Gente ruim, insensata, extravagante, egoísta, vaidosa e pecadora, como eu e como você. Então resolvi escrever a respeito.

Jesus foi o homem mais importante da história, e isso ninguém é louco de negar. Religiões, filosofias, ciência. Só que não pára aí. Ele é Deus. Daí começa a agitação geral:

Raciocine comigo, se Jesus é Mestre, e um ser altamente evoluído, como todas as correntes do mundo não podem negar que Ele o seja, tudo o que Ele falou é verdade (pois seria absurdo admitir-se um Mestre mentiroso). Ora, Ele deixou explícito que não é apenas um mestre, mas O Mestre dos mestres, Rei dos reis e Senhor dos senhores, sem o qual não existe salvação. Transcrevo algumas das palavras dEle nesse sentido:

João 14:5-9: “Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais e como podemos saber o caminho? Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim. Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis e o tendes visto. Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?”

Note que Jesus não admite a existência de outro caminho, como penitências, reencarnação ou a simples caridade humana, até porque o homem não conhece a caridade, se não conhecer antes a Cristo. Nenhum ser humano é bom, se não for transformado e constrangido pelo amor de Cristo:

João 15:13: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.”
João 15:5: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.”

Não é uma questão de ponto de vista, é uma questão de vida ou morte eternas. Por isso às vezes nós, crentes, nos embrenhamos em discussões com pessoas queridas. Digo por experiência própria: não tenho perfil de evangelista, mas desde o primeiro dia de minha conversão recebi um fortíssimo chamado para a intercessão. Coisa de acordar de madrugada para lutar em oração por uma alma, de verdade. E às vezes, de joelhos dobrados, fico imaginando as alminhas dos meus amados, perdidas, perecendo. Dói. O apóstolo Paulo chega a dizer na carta aos Gálatas, capítulo quatro, versículo 19: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós (...)”. Não é querer ser dono da verdade, é conhecer a verdade. E ser liberto e esclarecido por ela (João 8:32)


“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” 1 Timóteo 2:5